A Aliança pelos Direitos Humanos em Cadeias Produtivas passou a integrar a Plataforma Latino-Americana da Sociedade Civil sobre Empresas e Direitos Humanos, uma articulação regional que reúne organizações da sociedade civil, movimentos sociais, centros de pesquisa e entidades de defesa de direitos humanos de diversos países da América Latina e Caribe.
A entrada na Plataforma representa um importante passo para fortalecer a atuação internacional da Aliança e ampliar sua participação em espaços estratégicos de incidência política voltados à responsabilização empresarial e à proteção de comunidades afetadas por violações de direitos humanos.
A Plataforma atua na promoção de marcos regulatórios robustos, mecanismos de devida diligência obrigatória, acesso à justiça para vítimas de violações e proteção de defensoras e defensores de direitos humanos. Também acompanha debates internacionais sobre legislação empresarial, acordos multilaterais e processos conduzidos por organismos das Nações Unidas.
Como primeiro resultado dessa integração, a Aliança participou da construção e assinatura da Declaração das Organizações da Sociedade Civil da América Latina e do Caribe apresentada durante o IX Fórum Regional das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos. O documento alerta para os riscos de enfraquecimento de normas internacionais de responsabilização corporativa e defende a adoção de instrumentos jurídicos mais eficazes para prevenir violações de direitos humanos e danos socioambientais ao longo das cadeias globais de valor.
A declaração também destaca a importância da proteção de comunidades tradicionais, povos indígenas, trabalhadores e defensores de direitos humanos, além de reforçar a necessidade de uma transição energética justa e do fortalecimento de mecanismos de rastreabilidade e transparência nas cadeias produtivas. E reivindica a ratificação do Acordo de Escazú.
Ao integrar a Plataforma Latino-Americana da Sociedade Civil, a Aliança amplia sua capacidade de articulação regional e reafirma seu compromisso com a promoção de modelos econômicos que coloquem os direitos humanos, o trabalho digno e a sustentabilidade socioambiental no centro das decisões empresariais e políticas.
